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Roteiros

ROTEIRO DOS BANDEIRANTES – Antigamente uma aventura, agora um passeio

Se você gosta de história e quer conhecer os caminhos históricos feitos há séculos pelos homens que desbravaram o interior do Brasil, não pode perder essa dica. Essa é uma viagem pelo interior e pela história de São Paulo. O Roteiro dos Bandeirantes é o traçado por onde passaram os desbravadores que partiram da Vila de São Paulo de Piratininga em suas andanças pelo então desconhecido território nacional.

O Roteiro dos Bandeirantes engloba oito cidades paulistas e promete uma interessante viagem. São 180 quilômetros, partindo de Santana do Parnaíba, passando pelas cidades de Pirapora do Bom Jesus, Araçariguama, Cabreúva, Itu e Porto Feliz, até chegar à cidade de Tietê.

As cidades do Roteiro fazem parte de um polo de referência histórico-cultural para todo Brasil. São museus, fazendas, trilhas e caminhos dignos de serem explorados por novos desbravadores. Além do sabor da gastronomia caipira presente em inúmeros restaurantes da região, também servida de bons hotéis.

A viagem é uma excelente oportunidade para o visitante se aprofundar na história do Brasil, pisando nas mesmas terras por onde passaram personagens como Bartolomeu Bueno da Silva – O Anhanguera e Fernão Dias Paes Leme, o Caçador de Esmeraldas. Homens que construíram o formato do território que o Brasil tem atualmente.

Atrativos
Muito próximo à capital, estão centros históricos preservados, reservas ambientais e trilhas ecológicas. A região conta parte da história paulista e brasileira, que com as bandeiras forjaram a saga dos bandeirantes paulistas que partiam em expedições em busca de metais preciosos e outras riquezas. Atualmente a região guarda uma grande diversidade gastronômica, podendo se encontrar paçoca de carne, sopa de milho verde com cambuquira, porco ou boi no rolete, além do artesanato com os "cabeções", cachaça artesanal, artesanato em barro, argila e pedra. A região conta ainda com muitos eventos como Drama da Paixão de Cristo, Corpus Christi, Festa do Bom Jesus de Pirapora, Festa do Divino e Estouro do Judas, em Itu, Festa de São Benedito de Tietê, Saída das Monções e Romarias. Desta forma, o Roteiro dos Bandeirantes agrega atrações para todas as idades e opções para vários fins de semana.

Santana do Parnaíba

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É o ponto de partida para os cerca de 180 quilômetros da rota. Distante 40 quilômetros de São Paulo, foi fundada às margens do Tietê em 1580. Era de lá que saía o movimento das bandeiras rumo ao sertão. A cidade apresenta o maior conjunto arquitetônico preservado do Estado.

A cidade apresenta o maior conjunto arquitetônico preservado do Estado, com 209 construções dos séculos XVII ao XX. Entre elas a Casa do Anhanguera; e a Igreja Matriz Nossa Senhora de Santana, que conserva uma imagem de São Benedito, exemplar do dito "santo de pau oco" utilizado para despistar a fiscalização da Coroa Portuguesa no contrabando de ouro na época da mineração.

Em Santana do Parnaíba, é indispensável um passeio pelo centro histórico da cidade, que preserva casarões do século XVII, igrejas e museus.

Centro de Informações Turísticas:
Telefone: (11) 4154-1874

Pirapora do Bom Jesus

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Localizada 14 quilômetros adiante de Santana está Pirapora do Bom Jesus, cuja história tem início em 1725,, quando pescadores encontraram a imagem de Cristo - agora exposta no santuário - apoiada numa pedra às margens do Rio Anhembi, depois Tietê. No início, Pirapora foi um vilarejo missionário e sua importância esteve atrelada à função religiosa. Posteriormente, passou a ser um polo de atração de romeiros.

Na praça principal é possível apreciar o tradicional samba de roda de Pirapora, considerado por Mário de Andrade como a raiz do samba paulista.

Em Pirapora do Bom Jesus, cidade-berço do samba paulista, a atração é a dualidade do forte apelo religioso e a ótima festa do Samba de Roda.

Centro de Informações Turísticas:
Telefone: (11) 4131-1211

Araçariguama

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A cidade teve origem em 1648. Durante muitos anos, foi um próspero logradouro. Porém, virou apenas um ponto de passagem, quando foram abertas estradas ligando São Paulo a Sorocaba, Jundiaí e Itu. Nem o ouro descoberto lá foi suficiente para tirar o município do ostracismo. Em 1934, voltou à condição de distrito de São Roque e só readquiriu sua autonomia política em 1991.

Em Araçariguama, o calendário de eventos é vasto. Nas programações, rodeios, festas religiosas, Semana das Monções, Agrofest Show e até casamentos comunitários. O destaque turístico é a "Mina de Ouro", uma das principais jazidas de ouro e prata de São Paulo na primeira metade do século 19.

Centro de Informações Turísticas:
Telefone: (11) 4204-1443
 

Cabreúva

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O nome é originário do tupi-guarani, caburéyba, e significa, segundo Teodoro Sampaio, "a árvore do caburé" ou, ainda, "pinga com ovo batido". Fundada no início do século 18 pela família Martins e Barros, que ali plantava cana-de-açúcar, Cabreúva ficou conhecida como a "Terra da Pinga". Localizada a 78 quilômetros da capital paulista, a cidade virou também opção de turismo ecológico e de aventura, pois esta dentro de uma área de preservação ambiental com muitas cachoeiras, grutas, trilhas para passeios a cavalo e pesqueiros.

Em Cabreúva o visitante encontrará Alambiques que produzem, além da cachaça, produtos artesanais como doces, licores etc.

Centro de Informações Turísticas:
Telefone: (11) 4528-5016

Itu

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Berço da República, Roma Brasileira, Cidade dos Exageros, Ouro Preto Paulista, Cidade Cinema, Vale do Sol. Esses são alguns dos apelidos de Itu, famosa por sua história, religiosidade e belezas naturais. Graças ao comediante Simplício, Itu ficou famosa como a cidade dos exageros. O patrimônio histórico é imenso, incluindo arquitetura do século XVIII. É grande o número de Museus com destaque para o Republicano que retrata, até hoje, os passos do levante republicano contra o Império – a conhecida Convenção de Itu. As Igrejas são o grande destaque e as Fazendas históricas com diversas casas bandeirantistas, também proporcionam aos turistas dias de vida rural. O humorista Simplício foi o grande responsável pela fama das coisas grandes de Itu.

Salto

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O antigo povoado de Salto surgiu de um aldeamento de índios guaianazes localizado na margem do Rio Tietê em 1695. Igaçabas (urnas funerárias indígenas) e objetos com mais de 300 anos foram achados em escavações e são atribuídos à tribo. Parte desses objetos está no museu da cidade. Um dos atrativos da região é o Parque Rocha Moutonnèe, o primeiro ecológico e geohistórico do continente. Ele ajuda a preservar o monumento geológico Rocha Moutonnèe, que testemunhou a glaciação ocorrida há 270 milhões de anos, quando, se acredita, a parte leste do Estado era um enorme bloco de gelo.

Em Salto, vale a pena admirar toda a majestade do Monumento à Padroeira, com 38 metros de altura em concreto armado. É o maior monumento do mundo à virgem Maria.

Centro de Informações Turísticas:
Telefone: (11) 4028-2570

Porto Feliz

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No século 16, o porto de Araritaguaba era utilizado como ponto de partida dos Bandeirantes em busca de índios para escravizar. O povoado, fundado em 1721, foi elevado à categoria de vila e "batizado" de Porto Feliz em 1797. Entre suas referências turísticas destacam-se o Parque das Monções, a Casa da Alfândega e um sobrado do século 19, onde funciona o Museu Histórico e Pedagógico Canoa bandeirantedas Monções estão o Paredão Salitroso de rocha sedimentar, a Gruta Nossa Senhora de Lourdes e o Monumento das Monções.

Em Porto Feliz, terra das monções (expedições que utilizavam rios para fazer a comunicação entre as capitanias), não deixe de visitar o Parque das Monções.

Centro de Informações Turísticas:
Telefone: (15) 3262-3026

Tietê

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Antigo povoado de Pirapora do Curuçá, Tietê foi fundada no final do século 17. A fertilidade das terras localizadas na margem dos rios Tietê e Sorocaba atraíram sesmeiros e posseiros à região. Aos poucos, a localidade foi tomada por fazendas. Os engenhos se multiplicaram à medida que o cultivo da cana se estabelecia com força na região. A denominação Tietê, que em tupi-guarani quer dizer "rio por excelência", foi efetivada em 1867.
Em Tietê, o Museu Cornélio Pires abriga hoje a biblioteca municipal da cidade.

Centro de Informações Turísticas:
Telefone: (15) 3282-2011, ramal 218

ROTEIRO CAMINHO DO SOL – para caminhar e meditar

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O Caminho do Sol é um roteiro entre as cidades de Santana de Parnaíba e Águas de São Pedro, passando por Pirapora do Bom Jesus, Cabreúva, Itu, Salto, Elias Fausto, Capivari, Mombuca, Arapongas, Piracicaba, e Artemis, totalizando 241 km. Originalmente, este caminho, criado por José Palma, foi inspirado no Caminho de Santiago de Compostela, e tinha como objetivo principal receber peregrinos caminhantes. Ao longo do tempo os ciclistas foram descobrindo este trajeto cheio de estradas de terra, paisagens bucólicas, trechos técnicos e muito contato com a natureza, e hoje, uma boa parte dos peregrinos faz o Caminho do Sol de bike.

A Preparação 

A primeira coisa que precisaria ser levada em conta é o tempo disponível para executar o trajeto que é distribuído em quatro etapas:

1° trecho: Santana de Parnaíba - Pirapora do Bom Jesus - Cabreúva - Itu (Faz. Cana Verde), = 63 km 
2° trecho: Itu (Faz. Cana Verde) -Salto - Elias Fausto - Capivari (Faz. Milhã)= 62 km 
3° trecho: Capivari (Faz. Milhã) - Mombuca - Arapongas - Monte Branco (Piracicaba)= 68 km 
4° trecho: Monte Branco (Piracicaba) - Artemis - Águas de São Pedro= 48 km

Mais de 10 mil pessoas já se aventuraram na empreitada. Novos interessados já podem começar a se preparar para a melhor época de realizar esse programa: o segundo semestre. Período de pouca chuva e com temperatura amena. Entre a legião de andarilhos, muitos são os motivos que levam ao Caminho do Sol. O principal deles, explica José Palma, criador do roteiro, é a maior disposição para uma viagem interior, em busca do autoconhecimento.

"Tudo indica que a mulher é mais predisposta a se confrontar com seu eu", avalia. "Não é à toa que boa parte das participantes está na faixa dos 40 e sente a necessidade de se reavaliar como mãe, mulher e profissional." Para ter uma ideia, basta dar uma olhada no site oficial e ler os depoimentos de quem viveu tal experiência. O último postado completa 1.142 impressões pessoais, em grande parte feminina.

Um deles é o da atriz Tatiana Libertucci, de 33 anos, que completou o percurso em janeiro deste ano. Como é de praxe, ela abraçou essa jornada para se "entender". "Precisava sumir do mundo, ficar um tempo sozinha, pois estava num momento confuso", conta.

A princípio pensou em fazer o famoso Caminho de Santiago de Compostela, na Espanha. Mas acabou optando pela versão paulista, por ser mais barato e necessitar de bem menos tempo. Apesar de não ser nada fácil, é também uma alternativa para quem pretende se preparar para enfrentar a longa jornada espanhola, que leva pouco mais de 30 dias para ser finalizada, em cerca de 800 quilômetros.

"A minha preparação física resumia-se à malhação em academia", diz Tatiana. "Mas o que mais ajuda a aguentar os 11 dias de caminhada é o apoio do grupo. A gente entra sem conhecer ninguém e acaba quase irmão." Companheirismo é essencial porque, em algum momento, alguém vai pedir água e pensar seriamente em voltar para o aconchego do lar. Mesmo que surja alguma rusga com alguém do grupo, a solidariedade sempre está presente e é o combustível dos andarilhos.

Os peregrinos que estão com o espírito aberto para experimentar as alegrias e as durezas do trajeto - tal como a vida - sempre saem ganhando. Porque as transformações pessoais são, em grande parte, reveladoras. Apesar de cética, a caminhante, por exemplo, viu como supervalorizava seus problemas pessoais, o que lhe causava sofrimento desnecessário. O desapego é outro ensinamento tradicional a quem se arrisca em tal aventura, principalmente para as mulheres, conhecidas por seus ímpetos consumistas.

Perceber que dá para sobreviver apenas com o que cabe em uma mochila é um grande aprendizado. E olha que a mochila precisa estar leve para suportar a caminhada. Que o diga a consultora em marketing de moda Luciana Nunes, de 41 anos, baiana que mora em Porto Alegre com seus dois filhos. Acostumada a viver no mundo glamouroso da moda, entre grifes e consumo elevado à enésima potência, Luciana pôde resgatar a simplicidade. Aquela que estava esquecida na sua infância, quando morou em uma fazenda no interior da Bahia.

E foi por isso que Luciana criou coragem para enfrentar seu medo de virar a mesa na profissão. Duas semanas após a viagem, preparou um jantar aos filhos para comemorar o pedido de demissão e a abertura do seu maior sonho: uma empresa de consultoria. "Precisava de um impulso e tive isso no Caminho", diz Luciana. Vai encarar?
Para aqueles que querem enfrentar o desafio, o site www.caminhodosol.org.br tem todas as dicas. Se mesmo assim surgirem dúvidas, basta mandar e-mail para o próprio idealizador do trajeto, José Palma, no endereço indicado no site. Para mostrar que a caminhada não é só sofrimento e flagelo, Palma selecionou "causos" divertidos dos viajantes. Um deles é o de uma mulher que encarou a jornada em áreas rurais do interior paulista sem saber a diferença entre boi e vaca.

É bom saber também que não basta disposição para cair na estrada. Além de equipamentos, é necessário pagar taxas:

Inscrição: R$ 202,00 - Inclui um Kit com passaporte, porta passaporte, guia impresso e cajado.

Diárias das Pousadas: entre R$ 140,00 a R$ 160,00 (inclui a travessia do Rio Piracicaba.

Gastos extras como lanches, bebidas etc, por conta do peregrino.