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Monumentos

Bosque Alceu Geribello

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O charmoso Bosque Alceu Geribello, do bioma da Mata Atlântica, no Bairro Brasil, pode ser considerado um verdadeiro oásis verde. Além de ser um Centro de Educação Ambiental, destinado a todas as pessoas que querem aprender sobre natureza, qualidade de vida e ações sócio-ambientais e que buscam espaços naturais. O local é palco de várias atividades que envolvem cultura, educação, saúde e lazer.

Inaugurado em 1964, tornou-se propriedade pública através de uma Lei Municipal e conta atualmente com uma pista para caminhada, biblioteca ambiental, serviço de Wi-Fi gratuito e mesas para piqueniques, tudo rodeado de muito verde.

Telefone: (11) 4023-2711
 

Cruzeiro de São Francisco

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No antigo largo de São Francisco, atual Praça Dom Pedro I, um cruzeiro erguido em cantaria trabalho atribuído a Frei Antônio de Pádua, é a única memória que resta do imponente conjunto formado pelas edificações da Igreja São Luis de Tolosa, do Convento e da Igreja de São Francisco da Ordem Terceira, erguido pela Ordem Franciscana entre os séculos XVII e XVIII.

Dentre os registros iconográficos deste Convento, destaca-se uma excelente aquarela executada por um artista ituano, Migelzinho Dutra.

PARQUE DO VARVITO

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O Parque do Varvito, um verdadeiro monumento geológico, inaugurado em 23 de julho de 1995, já recebeu, desde sua inauguração, milhares de visitantes, entre turistas, estudantes e pesquisadores. Patrimônio tombado pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turismo do Estado de São Paulo), o Parque do Varvito foi construído numa área de 44.346 m² da antiga pedreira. Varvito é o nome utilizado pelos geólogos para denominar um tipo de rocha sedimentar única, formada pela sucessão repetitiva de lâminas ou camadas, cada uma delas depositada durante o intervalo de, aproximadamente, um ano

O varvito de Itu é a mais importante exposição conhecida desse tipo de rocha na América do Sul.
Em termos geológicos, o varvito faz parte de um pacote de rochas sedimentares que contêm evidências de uma extensa idade glacial, há 280 milhões de anos, quando um enorme manto ou lençol de gelo cobriu a região sudeste da América do Sul.

Você vai encontrar no Parque do Varvito de Itu um galpão por onde toda visita tem início. Neste local está montado permanentemente uma exposição de painéis explicativos (com fotos, textos, e imagens) e há, também, um espaço para exposições temporárias e palestras.

Em todos os pontos do parque existem placas explicativas o que torna a visita uma aula ao ar livre. A laje ou ardósia de Itu foi bastante utilizada no calçamento e pavimentação das ruas e casas da cidade, fazendo parte da história do município.

SERVIÇO:
O Parque está localizado à rua de mesmo nome, no Parque Nossa Senhora da Candelária.1.400 metros do centro histórico de Itu e a 400 metros da Rodovia Santos Dumont.

Horário: das 8 às 18 horas de terça à domingo. Entrada gratuita.
Fone: (11) 4023-1502

COLÉGIO REGENTE FEIJÓ

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Criado em 1932, pelo então prefeito da cidade, Dr. Joaquim Galvão da França Pacheco, o Ginásio Estadual supriu uma antiga carência local, visto que não havia ensino público secundário em Itu, ficando este a cargo dos dois únicos colégios particulares da cidade: o Colégio N. Srª do Patrocínio (feminino) e o Colégio S. Luiz (masculino).

A primeira turma, segundo os registros do próprio colégio, era composta por 53 alunos e contava com professores da envergadura de José Leite Pinheiro, Pery Guarany Blackman, entre outros. A direção, naquela época, ficava a cargo do Dr. Oscavo de Paula e Silva.

Além de estudantes da cidade de Itu, o Ginásio também atendia alunos vindos de cidades vizinhas, tais como Salto, Cabreúva e Porto Feliz.

Em 1944, já sob a direção do professor Antônio Berreta, com o apoio do então Deputado Estadual Dr. Novelli Júnior – que pleiteou a verba pública – o prédio, onde atualmente funciona a escola, foi construído e inaugurado 5 anos depois, em 24 de abril de 1949 com o objetivo de assumir um papel fundamental na história do ensino público de Itu e região.

Hoje, o passado do Colégio Estadual Regente Feijó, encontra-se imortalizado na memória dos habitantes da cidade e no próprio centro urbano de Itu/SP, onde, imponente, a tradicional escola permanece.

Pirapitingui – uma história de amor

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Casa de hospedagem para os internados

A colônia-asilo de Pirapitingui, no caminho entre Itu e Sorocaba, ganhou há pouco tempo o nome de Hospital Dr. Francisco Ribeiro Arantes. Mas quem pensa que vai encontrar um hospital nos modelos atuais, precisa voltar no tempo e conhecer a história de um dos maiores leprosários do Brasil.

Afinal, quem entra pelo portão do km 115 da rodovia Dr. Waldomiro Camargo Correia, vai se ver em meio a uma cidade. Nela, um prédio em ruínas dá indícios de uma longa história de segregação vivida desde a década de 30.

Não podemos deixar de registrar a façanha de um padre ituano, Bento Dias Pacheco, cuja vida foi um verdadeiro desafio de amor e caridade e que com o volumoso dinheiro que recebeu da herança de seus pais, construiu o primeiro leprosário do Estado de São Paulo. Seu heroísmo, vivendo com os hansenianos, carregando-os em seus braços, cuidando carinhosamente, comendo todos os dias nas mesmas mesas que ocupavam, por cerca de 40 anos sem nunca ter contraído a terrível doença. Foi um dos maiores exemplos de fé cristã e, por isso, sua canonização esta em fase adiantada no Vaticano.

Naquele cenário sem esperanças, Padre Bento, cercado pelo sofrimento dos pobres doentes, nunca teve uma vida fácil. Mas, movido por uma inabalável fé e decidido a minorar os sofrimentos daqueles seus irmãos, aos poucos foi vencendo o terrível asco daqueles pobres doentes, a maioria com faces transformadas em chagas vivas, sangrando e purulentas, náuseas terríveis o acometiam e só mesmo a mão divina lhe deu força e coragem para vencer a natural repugnância.

Andando mais um pouco pelas ruas arborizadas do leprosário de Pirapitingui, a impressão que se tem é de estar numa cidadezinha do Interior, tal a calma e a tranquilidade. Logo se vê as casas bigeminadas, com antenas parabólicas, que abrigam hoje centenas de pessoas, entre crianças e adultos. Alguns conjuntos maiores indicam que a cidade trata de seus doentes: internados nas enfermarias e nos pavilhões estão um total de 132 pessoas.

A presença de crianças, contudo, só foi permitida quando foi criado o Estatuto da Criança e do Adolescente em 1990. Hoje, a hanseníase tem cura e a convivência é normal. Com o tratamento da poliquimioterapia (PQT), introduzida nos anos 80, a média de idade dos hansenianos cresceu e no Pirapitingui não foi diferente: acima de 60, chegando alguns a viverem até mais de 90 anos.

Mas nem sempre foi assim. Os mais antigos, contudo, carregarão para sempre as marcas de um passado de sofrimento. Em 1926, foi criada a lei Compulsória que caçava literalmente as pessoas que não se apresentassem espontaneamente para o confinamento. Para não se separarem das famílias, as pessoas se escondiam no mato, mas acabavam caçadas como bichos. Em compensação, para outras, o exílio era um alívio contra a discriminação e o estigma que a doença gerava.

A segregação, na verdade, foi oficialmente recomendada pela 2ª Conferência Mundial da Lepra de Bergem, na Noruega, em 1909.

Geralmente, os asilos-colônias eram construídos longe das cidades. No caso de Pirapitingui, ele foi construído no meio do caminho entre Itu e Sorocaba; 15 quilômetros da cidade conhecida como Berço da República e 20 de Sorocaba. Hoje, contudo, um dos bairros mais populosos de Itu (distrito de Cidade Nova), encurtou esta distância.
Uma comissão, constituída em 19 de abril de 1929 e integrada pelos prefeitos de Campinas, Orozimbo Maia (presidente); de Jundiaí, Waldomiro Lobo (secretário) e João Machado de Araújo, de Sorocaba (tesoureiro), adquiriu, em 6 de novembro de 2929, no bairro da Tapera Grande, dois sítios no total de 136,60 alqueires (cerca de 330 hectares), para erguer um leprosário no local. Por intermédio da diretoria de Terras e Colonização do Governo do Estado, em 1931 foi construído um conjunto de 60 casas de madeira como medida emergencial.

Oficializado em 1933, pelo Decreto 5965 de 30 de junho, o asilo-colônia foi inaugurado em outubro de 1937, sob a direção do médico Manoel de Abreu.

Segundo o livro “Cidade dos Esquecidos”, de Kátia Auvray, o contínuo aumento de internações – 1.437 doentes em 1935, incluindo crianças – gerava freqüente necessidade de ampliações do local. Por razões sociais e médicas, o casamento e a co-habitação eram energicamente desaconselhados e, se possível, proibidos. Caso houvesse uniões, a procriação era desencorajada.

Em janeiro de 1939 havia 2.116 internos, sendo 1.260 homens e 747 mulheres, além de 109 menores. Entre os anos de 1939 e 1942, a hanseníase foi a doença que mais vítimas fez em Itu.

Basicamente, o Pirapitingui mantém a estrutura de sua criação, que foi projetado como uma cidade para ter lojas, bares, restaurantes, sapataria, farmácia, velório, cadeia, cemitério, etc. Fábricas de tijolos, ladrilhos, colchões, refrigerantes (gasosa), sabão, capintaria, serraria e ferraria supriam parte das necessidades dos internos, além de ocupar a mão-de-obra ainda válida.

Após a revogação da lei “Compulsória”, em 1962, o próprio paciente não desejava mais a alta. A miséria e o abandono familiar inviabilizavam o retorno à vida social.

A lei n° 529 de 1949 alterou a denominação dos leprosários do Estado, que passaram a se chamar sanatórios. Atualmente, recebem o nome de hospitais.

PATRIMÔNIO TOMBADO

Grau de Proteção 1 – aplicado a edifícios de alto interesse histórico, arquitetônico e ambiental. Neste caso a proteção é integral, externa e interna.

Igreja Matriz Nossa Senhora da Candelária
 Fábrica São Luiz
 Igreja do Bom Jesus
Igreja Nossa Senhora do Patrocínio
Sobrados na Rua Paula Souza, nº 603, 607, 613, 617, –
 Antiquário Lila.
Espaço Cultural Almeida Júnior,
Museu da Energia
Casa Imperial
Igreja São Benedito
Cruzeiro São Francisco
Mercado Municipal
Prédio desativado da antiga Santa Casa de Misericórdia
Regimento Deodoro