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Formas de Expressão

ACADIL

A ACADIL (Academia Ituana de Letras) foi fundada em 27 de julho de 1992 e tem sua sede na Casa das Artes, Bairro Brasil. Em 2017 completa 25 anos de existência. O objetivo da Academia é a pesquisa, o estudo e a divulgação das letras, em seus mais variados aspectos, com ênfase especial às produções referentes a Itu e cidades vizinhas.

Atualmente, compõe-se de 40 cadeiras, com seus ocupantes e patronos relacionados à parte. Em casos especiais, admite, também, sócios correspondentes. 

A Academia publica anualmente a Revista da ACADIL, uma publicação que reúne crônicas, sonetos, palestras e demais trabalhos literários. A Revista da ACADIL se constitui, pois num dos pontos altos dos trabalhos da entidade e justamente em 2016 chegou à sua décima oitava edição.

Nas comemorações do IV Centenário de Itu, em 2010, lançou o livro de crônicas “Itu, pelos ituanos”, resultado de um concurso público realizado entre outubro e novembro de 2009.

Membros da Diretoria para o período de julho/2016 a julho de 2018:

Membros da Diretoria para o período de julho/2016 a julho de 2018:
Presidente: Luís Roberto da Rocha de Francisco
Vice Presidente: Maria Angela Pimentel Mangeon Elias
Primeiro Secretario: Maria Lucia de Almeida Marins e Dias Caselli
Segundo Secretario: Silvia Virginia Czaspki
Primeiro Tesoureiro: Maria Aparecida Thomaz Alvez
Segundo Tesoureiro: Durce Gonçalves Sanches
Conselho Consultivo: Erasmo Figueira Chaves(in memoriam); Maria de Lourdes Figueiredo Sioli e Plinio Bernardi Junior

A agenda de eventos da Academia para 2017 destaca o preenchimento de cinco cadeiras, uma visita à Casa de Guilherme de Almeida, em São Paulo, uma sessão solene em 28 de julho para comemorar os 25 anos de fundação da ACADIL, e a tradicional confraternização de fim de ano no dia 9 de dezembro, às 11 horas.
 
Endereço: Casa das Artes - Rua Goiânia, 156
acadil2011@hotmail.com
 

BANDA UNIÃO DOS ARTISTAS

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A "Corporação Musical União dos Artistas" é uma tradicional Banda de Concerto da cidade de Itu. Em atividade desde 1912, tem como principal objetivo divulgar a música característica de sua região concebida para o seu tipo de formação instrumental: flautas, clarinetes e saxofones; trompetes, trompas, trombones, bombardinos e baixos; e percussão. Ao comemorar o centenário da banda em 2012, os Correios fizeram uma homenagem à corporação com um carimbo e um selo especial.

Atualmente, conta com um repertório que gira em torno de mil músicas, a "Banda de Itu", além das composições locais típicas da cultura paulista, como dobrados, valsas e sambas, dispõe de obras de compositores como Rossini, Verdi e Tchaikovsky, assim como Pixinguinha, Chico Buarque e Noel Rosa, para citar alguns.
A Corporação Musical União dos Artistas é uma Entidade Civil, sem fins lucrativos, que sobrevive, única e exclusivamente, da abnegação de seus músicos e simpatizantes. Considerada uma das mais importantes do gênero no país, carrega perfeição e alegria com mais de um século de tradição.

Telefone: (11) 4023.1654 - E-Mail: uniaodosartistas@bol.com.brcontato@uniaodosartistas.org.br

DANÇA CIRCULAR EM ITU

Danças Circulares, ou Danças dos Povos. Estes são os nomes que definem um trabalho ímpar, desenvolvido no Brasil desde 1984 e que vem se espalhando com muita força em todos os estados e segmentos do país, inclusive em Itu onde há uma comunidade liderada por Deborah Dubner, psicóloga e responsável pelo site “itu.com.br”, que ministra aulas para diversos grupos regulares:

Grupo 1 – Bosque Alceu Geribello – grupo aberto e gratuito, às quintas-feiras, das 10 às 11,30 h. – Rua Niterói, 133 – Centro de Itu – (11) 4023-2711. Para participar basta chegar 20 minutos antes do horário marcado.

Grupo 2 – Centro Educacional Madre Maria Theodora – Duas turmas semanais para crianças – grupo fechado para alunos do Centro Educacional.

Grupo 3 – Roda semanal para adultos – grupo fechado, às terças-feiras, das 16,30 às 18,30 h.

Origem
O movimento intitulado Danças Circulares Sagradas nasceu com o coreógrafo alemão/polonês Bernhard Wosien quando, em 1976, visitou a Comunidade de Findhorn, no norte da Escócia e pôde ensinar, pela primeira vez, uma coletânea de Danças Folclóricas para os residentes.

De Findhorn até os dias atuais é notável a expansão das Danças Circulares, que no início da década de 90, chegaram ao Brasil e se espalharam formando rodas em parques, escolas, universidades, hospitais, órgãos públicos, ongs, instituições e empresas dos mais variados segmentos.

É importante lembrar que em todas as tribos e em todas as épocas a Dança Sagrada fez parte dos rituais de suas comunidades. O círculo, símbolo universal, tendo como centro muitas vezes o fogo ou objetos sagrados como talismãs e flores, representava o espaço da comunidade para celebrar rituais de passagem como nascimento, casamento, morte e outros momentos importantes da vida humana.

A Dança Circular Sagrada não é, portanto, uma invenção dos tempos modernos. Pelo contrário, é apenas o resgate de uma prática ancestral muito antiga e profunda, vestida para os tempos atuais.

Passo a Passo

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A dinâmica das Danças Circulares Sagradas é simples. Ensina-se o passo, treina-se em roda, depois é só dançar a música no seu ritmo e aos poucos as pessoas começam a internalizar os movimentos, liberar a mente, o coração, o corpo e o espírito.

As danças podem ser simples e de fácil aprendizado, não tendo necessidade de experiência anterior para participar desses círculos. Ou podem ser danças mais sofisticadas, para quem já dança há mais tempo. As músicas escolhidas são de todos os países e as danças podem ser tradicionais, regionais, folclóricas ou contemporâneas.

Experimentar as músicas, os gestos, os ritmos e os passos dos diversos povos, apoiando e sendo apoiado pela roda, faz com que os dançantes entrem quase que imediatamente em um campo novo de aprendizagem, inspirador e desafiador, conectando as pessoas de forma harmoniosa. É também um convite para conhecer, através do ritmo, melodia e movimentos, a expressão de outras culturas, com seus gestos, posturas e história. Naturalmente, o simples ato de dançar junto aproxima fronteiras, estimulando os integrantes da roda a respeitar, aceitar e honrar as diversidades.

Propósito
O principal enfoque na Dança Circular Sagrada não é a técnica e sim o sentimento de união de grupo, o espírito comunitário que se instala a partir do momento em que todos, de mãos dadas, apoiam e auxiliam os companheiros. Assim, ela é indicada para pessoas de qualquer idade, raça ou profissão, auxiliando o indivíduo a tomar consciência de seu corpo físico, acalmar seu emocional, trabalhar sua concentração e memória e, principalmente, entrar em contato com uma linguagem simbólica, que embora acessível a qualquer um, não é utilizada no dia a dia.

Proposta de harmonia
A Dança Circular é cooperativa por natureza. Assim, nos tempos atuais, quando as pessoas estão buscando caminhos para harmonizar as diferenças, este tipo de proposta cai como uma luva por sua simplicidade e profundidade. Em roda, de mãos dadas, olhos nos olhos, o resgate das danças folclóricas traz a ancestralidade à flor da pele e conecta cores, raças, tempos e espaços, acessando outros níveis de consciência e percepção. Esta prática prepara o ser humano para uma nova etapa da humanidade, onde harmonia e paz serão reflexos de atitudes de cooperação e comunhão.

Por todas estas razões, a aplicabilidade das Danças Circulares Sagradas não tem limite. Especialmente no Brasil, ela está sendo vivida nos mais diferentes espaços de convivência: empresas, presídios, escolas, instituições, órgãos públicos, hospitais, abrigos e qualquer lugar que tenha seres humanos precisando de paz, calor humano, amor e compaixão.

​ORQUESTRA DE VIOLEIROS DE ITU

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O projeto nasceu com a proposta inovadora de dividir a orquestra em naipes de afinações, com quatro afinações diferentes, o que garante riqueza em sonoridade durante suas apresentações. As violas são afinadas em cebolão em mi maior, cebolão em ré maior, rio abaixo em sol maior e rio acima em dó maior. As quatro afinações distintas são utilizadas em solo e acompanhamentos de músicas cantadas ou somente instrumentais.

Os especialistas desconhecem uma orquestra com essa mesma concepção e proposta musical inovadora em termo de orquestra de violas. Tecnicamente é mais fácil, mas musicalmente é mais difícil.

Os arranjos musicais são elaborados pelos dois professores da orquestra, especialmente para essas afinações, para que os grupos de violas se harmonizem e executem as melodias juntos. Outros diferenciais da Orquestra Ituana de Viola Caipira são as apresentações acústicas, sem o uso de qualquer tipo de amplificador de som, na busca da qualidade na transmissão da sonoridade do próprio instrumento; além de ser composta apenas por violas caipiras e de ser usual a execução com cordas soltas (sem o uso da mão esquerda).

Com repertório composto por músicas de raiz, dos folclores brasileiro e português, e do cancioneiro popular brasileiro, a orquestra tem conquistado o público que prestigia suas apresentações. Com aproximadamente 35 músicos, a orquestra recebe convites para apresentações em diversos eventos, inclusive para alguns do calendário oficial do município como a Semana Madre Maria Theodora Voiron e Semana Padre Bento Dias Pacheco.

Família
A formação da orquestra permite uma reflexão sobre a tradição desse instrumento nas famílias ituanas. Muitos de seus integrantes têm o mesmo sobrenome como, por exemplo, Silveira, Moraes e Rodrigues. Outros, por sua vez, tocam em família, com filhos, tios, primos e netos.

Leonardo Leite dos Santos aprendeu os primeiros acordes com seu tio e sua avó. E é com ela que divide a atenção de seus familiares durante as apresentações. “Integro a Orquestra, junto com minha avó, desde o início do projeto em 2011. Eu me apaixonei pela viola e pela música de raiz quando fui, pela primeira vez, assistir a uma aula de viola da minha avó. Comecei a admirá-la, não resisti e comprei a minha primeira viola a fim de aprender. Desde então, toco e adoro esse instrumento de sonoridade indiscutível”.

Para a maioria dos integrantes, se apresentar com a orquestra é emocionante, principalmente, pelo fato de ver os esforços recompensados pela atenção e motivação do público. O importante para o grupo é trazer de volta as antigas e boas músicas caipiras.

Partilhar desse mesmo interesse, desse mesmo gosto pela viola, analisa frei Janício da Silva Dias, leva o grupo a aprender com mais entusiasmo. O frade carmelita quando chegou a Itu se integrou rapidamente na orquestra. O religioso já tocava violão e encontrou na orquestra a possibilidade de aprofundar e aperfeiçoar os seus estudos. “Um dos pontos que despertou minha atenção nessa orquestra foi o uso das quatro afinações”.

Angélica Estrada – Revista Campo & Cidade

SIMPLÍCIO

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Francisco Flaviano de Almeida, mais conhecido como Simplício (Itu, 5 de outubro de 1916 — Itu, 14 de fevereiro de 2004), foi um humorista ituano. Ele é o responsável pela fama de Itu ser "a cidade onde tudo é grande".
Seu interesse pela carreira artística surgiu quando ele assistiu a um espetáculo de circo que passava pela cidade. Ele impressionou-se a ponto de deixar sua cidade e ir embora junto com os artistas do circo, tornando-se um deles. Com a companhia de circo, rodou o interior do estado de São Paulo e grande parte do país, acabando por conhecer o ator Manuel de Nóbrega, que o convidou para trabalhar.

Já morando na cidade de São Paulo, passou a trabalhar em programas humorísticos nas rádios Cultura (com o programa O Clube dos Mentirosos) e Pirapitininga (com o programa Torre de Babel). Ele fez parte do primeiro programa de humor da televisão brasileira, A Praça da Alegria, da TV Tupi, a convite de Manuel de Nóbrega.

É claro que, na época, tudo era brincadeira. Ele não percebeu o bem que estava fazendo para sua terra natal e o quanto ajudou no seu desenvolvimento econômico. Vários comerciantes perceberam que poderiam aproveitar o humor do Grande para abrir lojas com objetos de enormes tamanhos como pentes, óculos, lápis, brincos, canecas, borracha, chapéu, chupeta, cotonete, martelo etc. e com isso atrair a atenção da criançada para a brincadeira. Os objetos tornaram-se a principal “lembrancinha de Itu”.

Simplício ainda passou pela Rede Record, Rede Bandeirantes, Rede Globo e SBT. Foi na Rede Globo, em 1967, onde ele começou a fazer o personagem que divulgava Itu como "a cidade onde tudo é grande" – o que começou como piada, mas acabou virando marca da cidade, tornando Simplício muito querido entre seus conterrâneos.

Numa das clássicas cenas de seu personagem de Itu, este entrava em cena com a mulher, Ofélia, e dizia o texto (com um carregado sotaque interiorano): "Vai, Ofélia, diga para o homem de que tamanho é a abóbora lá de Itu!" – ao que a mulher respondia, abrindo os braços: "É deste tamanho!" – e ele retrucava, bravo: "Não, Ofélia, não é a pitanga, é a abóbora!". Seu último trabalho na televisão foi no programa A Praça É Nossa do SBT.

Antes da carreira artística, Simplício trabalhou como vendedor em um armazém e também numa fábrica de tecidos em Itu, além de ter sido pipoqueiro, engraxate, jornaleiro e vendedor de lanches nos trens. Ele gostava muito de música e tocava bateria, e chegou a ser Secretário Municipal da Cultura e Turismo em Itu.

Simplício casou-se em 1959 com Helena Maria de Almeida e teve dois filhos, Francisco Alberto e Luiz Eduardo, e vários netos. Em uma de suas últimas entrevistas, Simplício contou que passou a ser chamado por esse apelido em sua estreia no circo, na cidade de Amparo, quando alguém o lembrou que ele precisava de um nome artístico. "Eu sempre fui um cara muito simples, quase simplório, aí começaram a me chamar de Simplício" – disse ele.