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Cruzeiro de São Francisco de Itu será restaurado com tecnologia ótica 3D

Ótima notícia para o patrimônio histórico da Estância Turística de Itu, distante apenas 100 km de São Paulo: o Cruzeiro de São Francisco, monumento de autoria de Joaquim Pinto de Oliveira, o Mestre Canteiro Thebas, construído em janeiro de 1795, obra que fazia parte do grandioso complexo das edificações da Igreja São Luis de Tolosa, do Convento e da Igreja de São Francisco da Ordem Terceira, erguido pela Ordem Franciscana entre os séculos XVII e XVIII, será restaurado com tecnologia a laser depois do levantamento ótico 3D que acaba de ser realizado através de uma parceria da Prefeitura com a VTech Consulting, empresa especializada no ramo.

Pela primeira vez no Brasil foi utilizada a tecnologia a laser no levantamento dimensional de monumentos em espaços públicos. Como os métodos tradicionais se restringem ao dimensionamento topográfico, bastante limitados em seus resultados, está parceria possibilitará a obtenção de um resultado final com um nível de precisão nos detalhes imensamente superior. Essa estratégia permitirá que os dados levantados sirvam de base para a identificação dos pontos de intervenção de restauro neste importante patrimônio ituano.

O modelo obtido será usado imediatamente para duas importantes etapas do projeto de restauro: a primeira, através de parceria com o Instituto de Pesquisa e Tecnologia do Estado de São Paulo, na realização do diagnóstico geológico e geofísico do Cruzeiro de São Francisco e a segunda, na elaboração do mapa de danos e avarias, peça fundamental para subsidiar as propostas de intervenções futuras no monumento.

O Cruzeiro

O Cruzeiro Franciscano de Itu se destaca como um monumento raro e único no panorama nacional. É comparável apenas aos cruzeiros monumentais do ciclo do açúcar no nordeste, hoje existentes na igreja de São Francisco em João Pessoa na Paraíba e no Convento de Nossa Senhora das Neves, de Olinda em Pernambuco, ambos tombados em sítios reconhecidos como Patrimônio Mundial pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura).

O monumento ituano desempenha importante papel junto à rede de atrativos turísticos referente à história urbana da cidade. Tombado, desde 2004, pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico de São Paulo) integra o Centro Histórico e pertence à área de entorno e registro do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). Provavelmente, é o único exemplar no mundo trabalhado em rochas de arenito e varvito, uma verdadeira obra de arte a céu aberto.

Localizado na Praça Dom Pedro I, ao lado do Espaço São Luis, o Cruzeiro erguido em cantaria trabalho atribuído a Frei Antônio de Pádua, é a única memória que resta do imponente conjunto formado pelas edificações da Igreja São Luis de Tolosa, do Convento e da Igreja de São Francisco da Ordem Terceira, erguido pela Ordem Franciscana entre os séculos XVII e XVIII.

A obra é reflexo do cenário em Itu, no quarto final do século XVIII, muito favorável ao desenvolvimento das artes. A riqueza proporcionada pela produção açucareira tornava a Vila de Nossa Senhora da Candelária o epicentro de uma economia em pleno desenvolvimento, propiciando iniciativas de cunho religioso-cultural que a colocava em pé de igualdade com a Capital da Capitania.


Foto 1 - Trabalho de levantamento ótico em 3D

Foto 2 - A beleza de um grande monumento

Foto 3 - Excelente aquarela do artista ituano, Miguelzinho Dutra. Retrata o conjunto das edificações e o Cruzeiro de               São Francisco. Foto da coleção do Prof. Jonas Soares.